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MAMBA NEGRA

2017

SP

Artista multiculturalista, Raphael Jacques explora o poder da imagem através da pintura e performance em distintos suportes, seja no papel, nas paredes, na rua ou no corpo. Estudante de artes visuais (UFRGS), e também artista plástico autodidata, a cerca de 3 anos Raphael mescla os saberes da arte terapia com a pintura intuitiva, maquiagem, cultura drag e butoh em processos híbridos de criação que levam a transformação do corpo-objeto ao encontro de distintos devires. Em qual espaço estaríamos nós sem as amarras do monitoramento e do castigo? Suas manifestações são provenientes das costuras do desejo e das ações de incômodo; a performance deve ser uma questão de emergência 

 

Através da maquiagem criativa, com o codinome de Alma Negrot, encarna devires oníricos e socialmente simbólicos se utilizando de materiais inusitados tais como sucata, tinta, papel e matérias orgânicas. Rompendo as barreiras da binariedade do gênero, dos padrões hegemônicos de estética e inclusive com o conceito de “corpo-humano” como maquinaria a serviço da rotina de produção capitalista, Alma sugere indagações que conectem o corpo a sensibilidades. Inserindo símbolos, aplicando próteses, incorporando personas numa busca que se dá de dentro para fora: como uma necessidade escatológica de expelir sentimentos. 

Atualmente desenvolve oficinas de maquiagem criativa que se propõem em formato de imersões onde as pessoas experienciadoras resgatam símbolos e memórias íntimas ligadas as suas identidades através da transformação.

 

 

 

No período de 1 ano, a Imersão se tornou possível em distintos espaços no país tais como os eventos acadêmicos de artes visuais, teatro e design na UFRGS, UFRJ, USP; espaços culturais independentes ou institucionais (cidades de Araras, Salto, Matinhos, São Paulo, Volta Redonda e Rio de Janeiro); boates e eventos de rua.

Suas performances estão atreladas a práticas de criatividades e contestações no cotidiano com o formato ironicamente de entretenimento da cultura dragqueen. Figurinos frágeis que se autodestroem, extensões do corpo feitos de elementos da natureza, estereótipos de gênero contestados. Sempre criando novas roupagens estritamente ligadas a trilhas sonoras representativas, Alma confia sua potência no seu trânsito geográfico e identitário, polinizando sua anarquia de formas pelas boates e ruas por onde se apresenta. 

Alma faz parte do Drag-se, um coletivo de 13 drags (dragqueens, dragkings, dragqueers, etc) na cidade do Rio de Janeiro que produz eventos e debates sobre o tema e mantem um canal no youtube no formato de web documentário recentemente adquirido pelo Canal Brasil.

 

Os episódios abordam a vida de cada artista, performances, tutoriais de transformação, videoclipes e parcerias com outros artistas da área do país. 

​Há cerca de um ano, a artista é performer residente na MAMBA NEGRA.

Maiô da Mulher Maravilha - Noporn (direção de arte / roteiro / atuação)

Calor da Rua - Francisco el Hombre (direção de arte/ maquiagem/ atuacão)

Harakiri- episódio 1 de Crisálida (direção de arte / maquiagem / atuação)

Imersão e Oficinas de Maquiagem Criativa 

Performar, moldar - dar forma aos desejos. O encontro possibilita a descoberta do fazer artístico manufaturado e performático voltado para o corpo no formato de uma tarde a até dois dias.

 

A partir da arte terapia e pintura intuitiva desvendamos a expressão que carregamos aos poucos até nos vermos completamente do avesso. A imersão é uma experiênca lúdica e sensorial voltado para o olhar sensível das coisas e das memórias que carregamos. Usando materiais diversos, desde sucata, papel, argila até maquiagens profissionais brincamos com a descoberta de infinitas possibilidades de transformação onde aprendemos mais com o processo do que com o resultado. Dialogando com universos distintos como drag e pintura intuitiva, nosso objetivo não é profissionalizar o fazer artístico a partir de técnicas e sim expandir os significados do corpo.

 

Durante nosso processo pensamos, maquiagem e caracterização misturando cores, aplicando próteses e resignificando o corpo para romper com as mascaras sociais e encontrar nossas potências. 

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